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Liberdade de expressão. Um direito constitucional. O QUE RESULTOU A "OPERAÇÃO ANACONDA"? Parcial transcrição de noticiário da FENAPEF (Federação Nacional de Policiais Federais) Conforme a queixa-crime (Processo nº 2003.01.6.000243-6 e publicado pela Revista Consultor Jurídico em, 8 de janeiro de 2004), impetrada por Francisco Carlos Garisto, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, contra o diretor-geral da Polícia Federal delegado, Paulo Fernando da Costa Lacerda, aponta: "Quando o nome de Lacerda, que é ligado ao senador Romeu Tuma, foi divulgado como o mais cotado para o cargo, a Fenapef manifestou-se diversas vezes contra a sua nomeação". Destacando: "Vamos fazer uma verdadeira GUERRA contra essa nomeação que está entregando a PF para o que existe de mais corporativo no Brasil, e para o famigerado ROMEU TUMA e seus pupilos". E prossegue: "O diretor de Comunicação da Fenapef, Edison Tessele, disse à época que "a categoria não aceita o nome de Lacerda porque acreditou e apoiou um projeto de mudanças para o país e, em particular, a Polícia Federal". E continua: "Paulo Lacerda não preenche esse perfil, pois tem estreitas ligações com o senador Romeu Tuma, o que significa, para nós, a retomada do controle da PF pelo grupo do ex-diretor-geral". E destaca: "Não será bom ao governo Lula iniciar com uma crise instalada na Polícia Federal." Ainda, naquela mesma oportunidade, Garisto pediu, aos policiais federais: "Fiquem em alerta total, pois assim que o nome desse famigerado corporativo for confirmado, chamaremos todos os Sinpefs para Brasília, para que possamos organizar e fazer o enfrentamento real, que a situação exige. Não podemos deixar que um bando de corporativos e sedentos de poder, fiquem novamente com o comando da PF." No mesmo noticiário, 'Consultor Jurídico" prossegue: Tuma, é um dos principais articuladores da indicação de Paulo Lacerda, foi diretor da Polícia Federal de 1985 a 1992 e saiu da instituição após um plebiscito em que mais de 95% dos policiais federais votaram "não" ao seu nome. Para o diretor parlamentar da entidade, Marcos Wink,
"Não há dúvida de que o delegado Paulo Lacerda será mais fiel a Romeu
Tuma do que ao ministro Marcio Thomaz Bastos e ao governo do PT".
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